12 fevereiro, 2010
14 agosto, 2009
Comitê orienta sobre velórios e enterros de pessoas com Influenza A (H1N1)
Em virtude dos óbitos ocasionados pela nova gripe, o Comitê Estadual de Enfrentamento da Influenza A (H1N1) promoveu uma parceria junto ao Sindicato das Empresas Funerárias e Congêneres na Prestação de Serviços Similares do Estado de Minas Gerais (Sindinef) para orientar suas afiliadas, profissionais da área e familiares sobre os procedimentos recomendados nos velórios e enterros, com o objetivo de evitar a transmissão da doença.
Foram produzidos dois mil cartazes, que serão distribuídos para as funerárias e velórios municipais de todo o Estado.
As recomendações estão baseadas, inclusive, na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nº 68, de 10 de outubro de 2007, que regulamenta o transporte de restos mortais humanos. “A lei nos respalda a fazer este tipo de orientação. Já nos comunicamos com as Gerências Regionais de Saúde (GRS) para que haja também um reforço no interior do que foi recomendado”, declarou a coordenadora Estadual da Comissão de Controle de Infecções, Nádia Dutra.
Entre os cuidados, está o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como avental, máscara cirúrgica, luvas de látex, protetor ocular e gorro; higienização constante de materiais e das mãos. Durante o velório, é necessário que o caixão esteja fechado e para sepultamento em outro município que não seja o local do óbito, manter a urna lacrada.
Nádia explicou que os procedimentos se justificam, pois o corpo pode liberar secreções capazes de transmitir o vírus por um período após a morte. “Em alguns casos, a literatura fala que estes organismos podem sobreviver e serem eliminados pelo cadáver até 48 horas depois do óbito, o que pode ocasionar transmissão”, explica.
Parceria
De acordo com o vice-presidente do Sindinef, Fernando Freitas Rios, ressaltou que a parceria legitima as empresas funerárias a tomarem as medidas necessárias do ponto de vista sanitário. “Esta ação em conjunto nos dá credibilidade para atuarmos da forma correta. Assim poderemos abordar o familiar respaldados naquilo que as autoridades nos repassaram. O momento da morte é extremamente difícil de ser enfrentado, portanto devemos estar bem embasados, para promovermos a sensibilização dos familiares sobre a importância das medidas preventivas”, declarou.
Medidas
Em caso de óbitos suspeitos e/ou confirmados por Influenza A, familiares e profissionais que trabalham em funerárias e velórios devem seguir as seguintes orientações:
- O transporte do corpo deve ser feito em saco impermeável, selado e identificado.
- O profissional que prepara o corpo deve utilizar os seguintes equipamentos de proteção individual (EPI): avental, máscara cirúrgica, luvas de látex (luvas de procedimento), protetor ocular e gorro.
- O familiar presente no momento do preparo do corpo também deve utilizar os mesmos equipamentos de proteção individual.
- O material (bacias, pinças etc) utilizado no preparo do corpo deve ser limpo a cada preparo.
- Higienizar as mãos antes e após o preparo do corpo e limpeza dos materiais.
- Realizar limpeza das superfícies com água e detergente, além de proceder com a desinfecção com hipoclorito de sódio a 1% (piso e paredes) e álcool a 70% (bancadas, mesas, macas).
- Durante o velório, manter a urna fechada.
- Para sepultamento em outro município que não seja o local onde ocorreu o óbito, manter a urna lacrada.
Fonte: Gerência Regional de Saúde de Montes Claros - Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais
23 julho, 2009
Choque de três caminhões deixa cinco feridos na BR 135

Cinco pessoas ficaram feridas na colisão de três caminhões ocorrida no km 422 da BR 135, próximo a cidade de Engenheiro Navarro, Norte de Minas, na noite de quarta-feira, 22.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, Dermeval Joaquim da Silva, de 36 anos, natural de Brumado/BA, e Cristiano de Almeida Santos, de aproximadamente 30 anos, precisaram ser resgatados das ferragens do caminhão Mercedes Benz, de cor azul, placa HZS-2029, de Brumado/BA, que transportava chapas de aço.
Ainda segundo a equipe de resgate, depois de retirados e imobilizados ambas as vítimas apresentavam politraumatismo e foram conduzidas em quadro estável para o Hospital de Pronto Socorro da Santa Casa e Hospital Aroldo Tourinho, de Montes Claros, pelas Unidades de Resgate do Corpo de Bombeiros e do SAMU.
Os outros veículos envolvidos no acidente foram um caminhão Mercedes Benz, cor amarela, placa MVK-3952, de Bom Jesus da Lapa/BA, transportando farinha de trigo; e um caminhão Mercedes Benz, de cor vermelha, placa KEF-7943, de Janaúba/MG, levando uma carga mista de cereais e legumes.
Foto: Assessoria de Comunicação - Corpo de Bombeiros de Montes Claros
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07 julho, 2009
Prefeitura de Bocaiuva divulga shows da Festa 2009

A Prefeitura de Bocaiuva divulgou hoje, (7), a programação cultural da Festa do Senhor do Bonfim 2009.
Sexta - 10/07/09
Também acontecerão apresentações musicais na barraca “Tenda da amizade” no período de 3 a 19 de Julho de 2009.
24 junho, 2009
Jornalistas e Galileu: a luta contra mediocridade
No séc. XVII, o italiano Galileu Galilei foi condenado por expor idéias que estavam além do seu tempo. Estava (e até hoje está!) certo sobre os seus pensamentos a respeito das posições da Terra e do Sol no sistema espacial. Do outro lado, os acusadores dele, impregnados de arrogância e de olhos vendados para a verdade, não se dispuseram a entender a nova realidade que era apresentada naquele momento. Hoje, no alvorecer do séc. XXI, vivendo num clima de desenvolvimento exponencial de todas as capacidades, diminuindo todas as distâncias para dentro e para fora do ser humano, e com uma sensibilidade aumentada para as necessidades latentes da Humanidade, ainda é possível perceber que muitos não querem enxergar uma nova realidade.
A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a não exigência do diploma de graduação de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo para o desempenho da função de Jornalista é um dos maiores retrocessos já cometidos pela justiça brasileira, juntamente com a extinção total da Lei de Imprensa. Discutir a decisão não é ponto primordial aqui, mas expor a regressão que isso representa para a defesa dos direitos da sociedade deste país. Acredito que os constantes (des)acontecimentos envolvendo os três poderes – e sua divulgação pela mídia – tenham colocado o Jornalismo como único Poder que defenda, de fato, a população deste país contra os desmandos dos detentores do poder e do capital. A partir disso, tornou-se alvo fácil e preferencial. Talvez seja esta a justificativa.
Liberdade de expressão e pensamento também requer responsabilidade e conhecimento. Co-nhe-ci-men-to é diferente de opinião! Se não fosse assim, toda conversa de buteco seria notícia digna de ser divulgada nos meios de comunicação, na mídia. Vivemos numa sociedade midiática em que novas informações são lançadas de forma instantânea sem preocupação com limites geográficos. É a sociedade que tem uma cultura em mutação constante pela assimilação destas informações. Um tempo diferente dos ilustres Machado de Assis, Euclides da Cunha, Carlos Drumond de Andrade, entre outros vários que, mesmo sem habilitação em Jornalismo, foram os Jornalistas do seu tempo. Entretanto, eram suprasumos da época em que viveram. E os demais? Como lidariam com um mundo que construiu uma consciência coletiva mundial produzida por uma inteligência desenvolvida com base na tecnologia, como demonstra o filósofo francês Pierre Lévy?
É uníssono que mediocridade não precisa de diploma e que um profissional de qualidade não se forma somente nos bancos da universidade. Mas, não mais existe formação nas redações dos jornais e revistas, nos estúdios de rádio e TV, nas assessorias de imprensa – e em tantos locais onde o Jornalista é peça fundamental, indispensável e primordial -, como nos tempos daqueles Jornalistas citados pelos ministros como exemplos de profissionais não habilitados que se destacaram na imprensa. Qual seria o local de formação, então, para os novos Jornalistas senão os bancos da academia? Qual curso teria a capacidade para gerar o conhecimento necessário para entender uma sociedade midiática de maneira ética e responsável além do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo?
Galileu admitiu que divulgar suas ideias foi um erro. Porém, foi firme ao dizer que as ideias e ele mesmo estavam corretos. Foi um homem além do seu tempo e antecipou a chegada do futuro, propondo um novo pensar em relação ao mundo a sua volta. Nós, Jornalistas, percebemos o significado disso quanto somos comparados a trabalhadores braçais. Estes também tem seu valor para a construção da sociedade cada vez melhor e que lhes cobra, continuamente, uma formação. Porém, o nosso compromisso também é para que o respeito com os membros da sociedade seja algo tão evidente quanto a infeliz declaração do meritíssimo que desconhece a profundidade das palavras proferidas e das consequências dos atos dele para a sociedade brasileira.
Defensores da democracia que nasce do povo, com o povo e para o povo, comprometidos com a dignidade da pessoa humana, denunciadores da mazelas e promotores de soluções para uma Humanidade que viva com respeito e qualidade de vida, não seremos abatidos pela Inquisição extemporânea da qual fomos julgados.
“Destarte”, somente o diploma de Direito não garante, também, que o indivíduo seja um bom advogado, bom promotor ou bom magistrado! Afinal de contas, mediocridade não precisa de canudo.
* Jair Bastos é acadêmico do 7º período de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e trabalha há mais de 15 anos na profissão.